segunda-feira, 13 de abril de 2009

13 de abril
Aproveitando seu tempo...

O que fazemos com nosso tempo é o que fazemos com nossa vida.

Viver Carpe Diem significa valorizar o tempo, fazer o que realmente importa e no final das contas, fazer a vida valer a pena.
O que fazemos com nosso tempo é o que fazemos com nossa vida.
Isto não é um segredo, mas é incrível como somos capazes de desperdiçar nosso tempo, nossa vida com tudo o que não tem o mínimo significado para nós em nome de uma esperança de que nu futuro as coisas serão diferentes.
A vida é o que acontece enquanto você está ocupado se preparando para ela.
A maioria das pessoas morre sem um final feliz, seus sonhos jamais vêem a luz do dia. Elas mantêm a esperança de que o amanhã será melhor até o dia em que não há mais futuro.
Eu suponho que se você chegou até aqui, você está acordando para a realidade de que você precisa tomar uma atitude AGORA para mudar sua vida.
Ao mesmo tempo porém, você pode não saber o que fazer, que caminho tomar, o que priorizar, como escapar de uma armadilha que parece engolir boa parte da humanidade.
Sua vida é agora, você sempre viverá no presente.
A sociedade moderna é inebriada pela esperança.
Esperança de que o amanhã será melhor, amanhã nós seremos felizes, amanhã nós estaremos satisfeitos com nossas vidas. Amanhã nossos problemas estarão resolvidos e tudo estará bem… enquanto isso, é aceitável se sacrificar, sofrer e não aproveitar a vida porque amanhã… as coisas serão diferentes…
Esperança é um mecanismo de defesa – “Eu não gosto da minha vida hoje, Eu não sou feliz hoje, mas enquanto eu acreditar que amanhã será melhor, eu consigo me manter vivo sem desmoronar.”
Então nós definimos metas e fazemos planos para o futuro, ou talvez nós simplesmente sentamos e esperamos que a vida nos traga a felicidade sem plano algum, esperamos que uma surpresa na próxima esquina transformará nossas vidas e então todos os nossos sonhos se realizarão.
Nós aceitamos ser ou fazer coisas que não nos satisfazem e não acrescentam significado em nossas vidas e justificamos este comportamento incoerente nos enganando e dizendo a nós mesmos que agora, no momento, não temos escolha, mas que no futuro as coisas serão diferentes.
Nós aceitamos um presente insatisfatório porque mantemos a esperança de que as coisas no futuro não serão como no presente.
O que você faria se pudesse dar uma olhada em seu futuro e visse que se você continuar a seguir o mesmo caminho, nada mudará, você continuará, 5, 10, 15, 20 anos no futuro a ser tão infeliz e insatisfeito como é agora?
Que tipo de histórias você gostaria de contar em seu leito de morte?
->Histórias sobre uma vida bem vivida e repleta de significado, ou histórias de uma vida desperdiçada num cubículo obedecendo ordens para enriquecer outras pessoas em troca de um salário miserável?
-->Que tal contar histórias de uma vida desperdiçada fazendo tudo o que você não gosta em troca de concordância, paz familiar, dinheiro…
-->Ou histórias de uma vida vivida ao lado de uma pessoas que você jamais amou?
-->Histórias de tudo o que você deixou de fazer por covardia, medo, falta de iniciativa, desorganização?
-->Histórias de como você quase conquistou o amor de sua vida, quase investiu em um negócio próprio, quase deixou o emprego que você tanto odiava depois da 10º vez que seu chefe o humiliou na frente do escritório inteiro?

Evidentemente você não quer contar estas histórias!
Mas o que você está fazendo para escrever sua história AGORA da forma como você gostaria de lembrar dela?
A maior armadilha que caímos na vida é acreditar que o AGORA é temporário, que agora não temos condições de fazer as coisas como gostaríamos no momento, mas amanhã, como as coisas serão diferentes, nós então poderemos fazer o que quisermos.
Hoje nossa vida não tem sentido, mas hoje vai passar e quando o amanhã chegar, ele trará o sentido consigo.
A idéia de futuro é uma ilusão criada por nossas mentes para nos manter sãos enquanto fazemos escolhas insanas no presente.
Por quê? Porque nós nunca de fato vivemos o futuro! Nós sempre estamos vivendo o presente! O maior truque que o tempo nos prega é a ilusão do amanhã. Se cairmos nessa armadilha, corremos o risco de desperdiçar uma vida planejando para o futuro, esperando que o futuro será melhor porque nunca nos damos conta de que hoje é o futuro de ontem.
Se nós acreditávamos ontem que o futuro seria melhor, não seria de se esperar que hoje então já estivéssemos vivendo a vida satisfatória que desejávamos? Mas não, nós não pensamos nisso, nós apenas continuamos a esperar pelo futuro, um futuro que nunca chega…

Propósito
Viver com propósito é a base da vida carpe diem.
Quem não vê sentido para o que faz na vida, e nós não estamos nos restringindo somente à vida profissional, acaba envenenando a alma ao aceitar condições e situações que ferem sua auto-estima e roubam a oportunidade de obter satisfação das experiências no dia-a-dia.
Pesquisas demonstram que pessoas que não vêem sentido para a vida são mais propensas a desenvolverem condições de desiquilíbrio psicológico como depressão, distúrbio bipolar, ataques de pânico, entre outras.
Pessoas que tentam suicídio e cartas deixadas por suicidas também revelam uma ausência de sentido como uma das razões para por um fim na própria vida.
Veja que quando falamos de propósito não estamos nos referindo ao sentido da vida como um todo, deixemos esta questão para a filosofia e para as religiões.O que é preciso encontrar é um sentido para a nossa vida pessoalmente, e isso pode não ter nada a ver com o sentido da vida humana no planeta Terra!
Encontrar um sentido para a vida é como definir seu papel no teatro do mundo. De todas as coisas que você poderia estar fazendo com seu tempo, dentre todos os papéis que você poderia interpretar na vida, qual o papel que você quer interpretar? O que é que você quer fazer?
“Carpedinianos” tem um senso de propósito muito bem desenvolvido e é este princípio que os mantém na linha sem desviar de seu “papel na vida”.

Paradigmas
“Carpedinianos” são diferentes porque pensam de forma diferente.
A grande maioria das pessoas simplesmente não faz nada para mudar sua condição na vida que lhes causa tanta insatisfação porque elas não sabem que podem! Hipoteticamente falando, é claro que muitos “sabem que podem”, mas não se não sabem o que fazer, a mudança não acontece.
No fundo então, é como se não soubessem que podem realmente tomar as rédeas da própria vida.
Há um conjunto de paradigmas que pessoas que vivem de acordo com a filosofia carpe diem possuem que naturalmente os diferencia dos demais.
Alguns apresentam esta postura mental desde cedo, outros a adquirem através das experiências de vida ou através de estudos.
Uma vez adotada esta postura, o indivíduo fura o céu.
Não há mais limites para sua imaginação, coragem e performance.
O “carpediniano” entende as regras do jogo da vida, regras estas que 99.9% da humanidade nasce e morre sem saber.

Liberdade Emocional
Para o “carpediniano”, o propósito de vida é superior ao ego.
A grande maioria dos nossos problemas está ligado a necessidades infantis e egoístas.
Nos comportamos como crianças mimadas que querem isto, querem aquilo, exigindo que os outros e a vida atendam às nossas expectativas, senão fazemos bico.
Estudar personalidades como Jesus Cristo e Gandhi ajudam a compreender como a maturidade emocional funciona quando o propósito é colocado acima do bem estar pessoal e das vontades egoístas. Liberdade emocional está ligada à capacidade, não de controlar e reprimir, mas de educar as emoções de forma que a vida deixe de ser controlada pelo ego e o tempo possa ser dedicado ao que foi definido como propósito.
A alma agradece, os inter-relacionamentos agradecem, a saúde agradece, o bolso agradece. A maior parte dos problemas nestas áreas estão relacionados à falta de tato ao lidar com as próprias emoções.
Ser livre emocionalmente significa ser desprovido de culpas, remorsos, inseguranças e expectativas.
É a capacidade de deixar com que a vida seja do jeito que ela quer ser, não tentar controlá-la ou aos outros, não sentir ansiedade com relação ao futuro, nem remorso com relação ao passado.
Veja que “não querer controlar o futuro” não significa não ter metas, mas sim não manter expectativas emocionais e não se sentir ansioso, deixando com que as coisas se desenrolem com naturalidade, fazendo a sua parte com responsabilidade e também estando aberto para mudar de caminho e abandonar as metas atuais se o fluxo da vida apontar em outra direção.

Independência Financeira
Dinheiro é um dos mais poderosos ganhos secundários em nossa sociedade.
Não veja o dinheiro como algo negativo, porém a estória de que é melhor ser “pobre, mas feliz” é uma grande besteira!
Um mito decorrente de conceitos ultrapassados e preconceituosos.
Conheço tanto gente pobre e miseravelmente infeliz como conheço gente podre de rica e muito feliz.
Dinheiro não tem nada a ver com felicidade, mas dinheiro é a maior aspirina que existe! Não há nada pior para roubar a sua atenção do momento e afetar negativamente suas emoções do que estar enterrado em débito e não ter como pagar as contas.
Falta de dinheiro é uma tremenda dor de cabeça. Assim como devemos conquistar nossas emoções para que elas deixem de nos afetar negativamente e nós possamos então nos dedicar ao nosso propósito de vida, precisamos também conquistar o nosso bolso para que o dinheiro não se imponha entre nós e nossa missão de vida.
“Fazer filmes é o que me permite financeiramente poder me dedicar aos meus propósitos de ajudar os que precisam. Se eu estivesse trabalhando das 9 às 5 num escritório ganhando um salário que só me proporcionasse pagar minhas contas, eu jamais poderia fazer o que faço pela humanidade.” Angelina Jolie – Atriz
Angelina Jolie é uma “carpediniana” que usa sua independência financeira para viver sua missão de vida. Assim como ela, diversas outras pessoas que vivem seu propósito potencializam as consequências de suas ações porque são independentes financeiramente.

Proatividade
Proatividade é muito mais do que iniciativa, é muito mais do que antecipar problemas e se preparar para eles.
Proatividade é a consequência imediata do domínio das emoções.
Quando se é livre emocionalmente, deixa-se para trás toda a carga, todo o peso dos ganhos secundários, ganhos que são priorizados por interesse ou necessidade emocional, mas que no fundo ferem a auto-estima, corrompem o caráter e minam a autoconfiança, como a incapacidade de dizer não quando se quer por medo de não agradar, de ser antipático ou de comprar uma briga.
A pessoa proativa faz escolhas e toma decisões com base em seus princípios e propósito, não em interesses secundários, medo ou carências emocionais.
Hollywood com seu “paradigma do herói” ilustra muito bem este comportamento ao retratar seus heróis como aqueles que sempre “tomam a decisão mais assertiva” e mantém seu caráter acima de qualquer suspeita.
A pessoa reativa, ou seja, que não é proativa, reage defensivamente ao que acontece em sua vida.
Sua vida é governada por suas emoções. Quando o tempo está bom, ela se sente bem, quando o time esportivo perde ela fica de mau humor, quando o cônjuge não faz suas vontades, ela faz chantagem emocional, quando seus planos não dão certo, ela senta e chora.
A pessoa reativa é aquela que espera por oportunidades, espera que o mundo lhe abra as portas, que a vida resolva seus problemas.
Seus paradigmas limitantes fazem com que ela acredite que sua condição é resultado das ações dos outros, da falta de sorte, da falta de oportunidade, da situação econômica, do governo corrupto, da forma como seus pais o criaram, do preconceito que sofreu quando era jovem, da falta de educação, dos filhos que chegaram muito cedo, do emprego que não paga melhor, do chefe que não lhe dá uma chance de mostrar maior capacidade, enfim, a pessoa reativa sempre tem uma desculpa, uma justificativa lógica para sua situação.
Quando ela percebe que está sendo julgada por culpar o mundo externo, ela se volta contra si, culpando a si mesma por seu fracasso, o que no fundo dá no mesmo, são só desculpas para justificar uma situação, sem que haja iniciativa para sair do buraco.

O princípio do fluxo
Diversos campos da física tentam explicar as interconexões entre eventos que nossos olhos e mentes não conseguem captar.
Teoria do caos, física quântica, teoria das cordas, entre outras especialidades buscam uma fórmula que “feche” matematicamente explicando o universo como um todo.
Ainda não chegamos lá, mas é impossível ignorar que há mais entre o céu e terra que nossa mente é capaz de perceber.
Coincidências significativas, também chamadas de sincronicidades, nos deixam boquiabertos frente a acontecimentos aparentemente não relacionados, mas cujo significado e impacto nos deixam com a pulga atrás da orelha nos perguntando “como é que isto pode ter acontecido desta forma”.
Desde algo simples como estar pensando numa pessoa no exato momento em que ela o telefona até escapar de um acidente por um motivo que não tem outra explicação senão uma “coincidência do acaso”.
Muitas oportunidades são descritas como “estar no lugar certo, na hora certa”, muitos encontros e desencontros na vida, de amigos, familiares, casais, não encontram explicação na lógica.
A filosofia, a física e a religião tentam explicar estas coincidências mágicas, mas o fato é que saber a explicação não faz com que você possa provocá-las ou saiba tirar melhor proveito delas!
“Carpedinianos” usam o princípio do fluxo a seu favor, prestando atenção no movimento da vida e não tentando controlar a si mesmo e ao futuro. Esta postura os permite tirar maior vantagem do próprio poder da vida ao invés de lutar contra ela, como faz a maior parte da humanidade.
Esta postura, porém, só é possível quando há um bom domínio das emoções e maturidade suficiente.
Pessoas imaturas emocionalmente se desesperam quando a vida lhes pega de surpresa, tentar manipular o futuro, querem que as coisas aconteçam exatamente como desejam, pois do contrário estarão em terreno desconhecido, fora de sua zona de conforto.

Pessoas
Não vivemos em uma ilha sozinhos, mas é incrível como muitas pessoas se comportam como se o mundo girasse ao seu redor!
Manter expectativas com relação ao comportamento de outras pessoas, mesmo que sejam seus familiares, cônjuge e filhos é um desrespeito à liberdade que eles têm de conduzirem a própria vida de forma autêntica.
Manter expectativas com relação a outras pessoas também é uma tentativa de controlá-las devido a insegurança emocional gerada pelo medo do desconhecido.
Esta insegurança também é a raiz da competição.
A postura de competição impera nas relações em nossa sociedade, não somente nas relações profissionais, mas também nas relações íntimas com amigos e familiares.
“Carpedinianos” não são competitivos.
Eles sabem que há oportunidades no mundo para todos e assim sendo, cooperam ao invés de competir.
De acordo com o princípio “ganha-ganha”, não é necessário que alguém perca para que o outro possa ganhar, não é necessário que alguém sofra desvantagem para que outro se beneficie de uma vantagem.
Para viver de acordo com este princípio porém, é necessário livrar-se das inseguranças emocionais que fazem com que você precise controlar os outros e tenha medo de perder, o que o torna competitivo.

Tempo
Vida é tempo, o que você faz com seu tempo é o que você faz com a própria vida.
O uso proativo e com propósito do tempo é o ápice da vida carpe diem. Quando todos os demais princípios estiverem ativos em sua vida, você poderá fazer o melhor uso possível do seu tempo, ou seja de sua vida.
Aproveitar o tempo nada tem a ver com lazer, tampouco é a capacidade de fazer mais coisas em menos tempo – a base da administração do tempo moderna. Aproveitar o tempo é fazer a vida valer a pena.
Toda a literatura de administração do tempo se concentra no “fazer”, organizar seu tempo para fazer coisas da forma mais otimizada possível.
A proposta aqui é “estar presente” de corpo e alma enquanto se vive a vida.
Esta condição não pode ser alcançada se todos os outros princípios anteriores não estiverem bem desenvolvidos. A maioria das pessoas não está presente enquanto vive a vida.
Suas mentes estão vagando entre devaneios, preocupação com o futuro ou lembranças do passado, pouca atenção é deixada para aproveitar o presente.
Quando se fala em viver a vida de corpo e alma, muitos pensam em lazer, diversão, férias, bons momentos.
Mas e o resto do tempo?
Isto é um mito muito comum. A maior parte da vida está neste “resto do tempo”!
Extraído: http://vivacarpediem.com/

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